Archive for dezembro, 2009

dezembro.

dezembro 31, 2009

e hoje, último dia do mês de dezembro, último dia do ano de dois mil e nove de acordo com o calendário utlizado por nós pessoas cristãs do ocidente e que monopoliza o mundo, estou escrevendo o que foi o último mês desse grande pequeno resumo de quase tudo o que eu consigo lembrar do que me aconteceu nesse ano que passou.

o mês doze começou com um pequeno teste final e a última prova com um espaçamento de dois dias. consegui passar nos dois e ser feliz com um início de férias e com pouca dor, já que dessa vez as bactérias estavam menos atrevidas, mas ainda estavam lá, as malditas. voltei para casa e os exames do pré operatório foram solicitados, mas ainda não os fiz.

então passei uma semana em casa, me divertindo e tudo mais, me decidindo sobre comprar ou não um presente de natal maravilhoso.

voltei para recife para fazer a última prova que faria no ano que foi de alemão, depois de perder muitas e muitas e muitas aulas por causa das batérias filhas da mãe. espero ter passado, espero mesmo mesmo mesmo ter passado de turma.

então voltei para casa e estou livr de bactérias desde o começo do mês.

dezembro foi um mês de muitas saídas e bebidas e bebidas e bebidas e saudade. saudade porque a minha namorada viajou para passar o natal com a família dela em recife e me abandonou em casa sem ela. bebida porque encontrei amigos, encontrei amigos e encontrei amigos e bebemos, bebemos e rimos e filosofamos – e eu até caí e vomitei.

o mês acaba daqui a dezessete horas e cinquenta e sete minutos. o ano também.

mas a vida continua e vai ser um ano bom. tenho quase certeza disso.

quase, porque só os tolos tem 100% de certeza.

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novembro.

dezembro 31, 2009

novembro veio com seu dia dos mortos e me proporcionou mais um feriado em casa. uma alegria só. depois o retorno aos fatídicos estudos, se esforçando para tirar o atraso de todos os assuntos passados e conseguir fazer uma prova satisfatória que viria logo.

aí ele continuou com o ritmo do ano e passou rápido. e isso foi bom porque ele precisava acabar.

então fiz a prova e provei a mim mesmo – e a todos que quiserem ver e achar que isso é uma prova – que para passar nessa faculdade não é preciso ir às “aulas”.

depois dessa prova, descansar e receber em casa a visita maravilhosa da namorada. que alegria, não é mesmo? apresentá-la à vida triste que levo em recife e o único lugar que me consola, a livraria cultura. apesar de que a levei para sair com amigos num programa mezzo de índio mezzo divertido.

depois que ela foi embora, o mês acabou, não havia mais nada a não ser se preparar para dezembro e o retorno triunfal ao lar e às férias.

outubro.

dezembro 31, 2009

outubro é o mês das crianças e de uma novidade. as crianças todos conhecem, a novidade virá ao fim desse texto.

começou tudo tranquilo, ou algo equivalente quando está se falando de um mês com uma prova que tem todo o potencial para ser uma das mais temidas logo nos primeiros dias. eu tentei, tentei mesmo estudar o máximo que deu para a prova dos assuntos que eu perdi enquanto convalescia no leito da cama em casa e não estudava absolutamente nada, mas ainda assim, não consegui todos. apesar disso, passei na prova de sistema neurológico, e isso foi bom.

depois do teste, começamos o módulo de sistema cárdio-respiratório, depois teríamos dez dias de folga, que usei para curtir a vida e somente isso. uma completa irresponsabilidade, mas se eu pudesse me dar um adjetivo apenas, seria esse, apesar de saber que, quando é realmente, mas realmente necessário ser responsável, eu sou.

depois do intensivo de férias, o retorno às aulas, mas não por muito tempo. dois dias após o retorno à cidade, uma amigdalite teve início, evoluindo rápido e com dor e se tornando um abcesso, precisando de medicamento intra muscular (isso quer dizer injeção no bumbum). retornei ao lar para que minha mãe aplicasse o remédio em mim e tive cerca de dez dias de descanso que eu também não usei para estudar (isso fez com que eu acumulasse muito assunto, mas muito mesmo). depois de melhorar, voltei a recife, onde permaneci por seis dias, quando um outro abcesso começou a se formar e, veja só que beleza, voltei para casa de novo. dessa vez, porém, decidido a estudar tudo o que não havia estudado, já que já havia passado da metade do módulo e eu não estudara nenhum assunto. tomei vergonha na cara e comecei a fazer uma das coisas que mais odeio: estudar. (adoro aprender. estudar é o preço mais caro que se paga por conhecimento.) tinha que conseguir estudar o suficiente para passar na faculdade. a prova seria em novembro, eu tinha tempo.

então o mês foi indo embora comigo se curando de uma reincidência de amigdalite em casa. a novidade? você me pergunta. bem, a novidade é que eu terminei outubro com uma namorada.

setembro.

dezembro 31, 2009

setembro é um bom mês. ele já tem um feriado logo nos primeiros dias. feriados quase sempre são bons porque eles significam uma coisa: casa, lar, o lugar onde quero estar, onde o coração mora, onde quase não há tristeza, enfim, vocês sacaram o significado…

então, no começo de setembro, eu vim para casa, que é onde minha vida acontece de verdade – em recife eu vivo em hold, esperando o dia de voltar a viver. dizem que não existe vida durante a medicina, para mim, quase não há vida durante recife. espero conseguir mudar isso algum dia, trabalho para isso. e, alguns dias, inclusive no penúltimo dia do mês anterior a esse e no primeiro dia de setembro, eu consegui uma quase vida com uns dos poucos amigos de recife, através do grande integrador universal chamado álcool etílico, a famosa birita. mas isso foi lá. falemos de cá.

o feriado começou bem, uma ida à praia, um encontro com a garota do tcc, que ainda era somente isso, mas que eu trabalhava para que se tornasse mais – e se tornou, apesar de ela dizer que não queria nada sério. ela deve ter visto que eu sou um achado e que não encontraria nenhum outro como eu (ahaha, a quem estou enganando? eu não entendo como ela está comigo e me sinto imensamente sortudo por isso, mas essas declarações não devem vir agora porque ela ainda não me queria tanto assim.) então, ele continuou bem, com amigos e risadas e alegrias e aventuras.

aí veio o fim do módulo, a prova e todas essas coisas. até que chegou aquela que viria para mudar todo o segundo semestre desse ano, a maldita e indesejada: amigdalite bacteriana multiresistente (também conhecida como amigdalite da boba da peste ou putaquepariuquedor). ela veio faltando oito dias para o show do beirut (onde eu fiz algumas idioticeses e sofri de febre e dor). eu resisti e não dormi e não comi por três dias, mas depois de muita dor, não agüentei e me rendi. resolvi procurar um médico, para ele fazer algum milagre na minha garganta, porque doía simplesmente estar lá. então minha mãe foi à cidade, me levou de volta para casa, me curou com os remédios que o médico passou e eu pude voltar para terminar de estudar, já que eu não tinha estudado absolutamente nada do que eu deveria para a prova que logo chegaria.

mas a maldita amigdalite voltará a aparecer logo e trará alguns estragos…

agosto.

dezembro 31, 2009

depois do merecido descanso, um desmerecido retorno à labuta esporádica de aulas e estudos. mas de desgostos, agosto só trouxe esse, pelo que eu possa lembrar.

o mês começou bem até mesmo em recife: um show no primeiro dia do mês me fez interagir um pouco mais com uns poucos amigos que tenho na cidade. já em maceió eu tinha uma paquerinha e tudo funcionava bem com ela. nos divertíamos com as besteiras do dia a dia e se conhecendo.  depois de uma volta triunfal ao lar, para celebrar o dia dos pais ao lado do meu genitor, os estudos requisitaram mais uma vez da minha atenção com o módulo de saúde da mulher.

foram duas semanas longe de casa, até que voltei para poder me despedir decentemente da alegria do mês de julho, da minha e de muitas outras vidas. ela voltaria logo para o lugar onde o sol se esconde por tempo demais e o frio congela até corações, mas não o dela.

então houve show e outro show e um reencontro. foi aí nesse segundo show escrito, um tributo a raul seixas onde houve álcool, muletas, depressão e beijos, que eu reencontrei quem hoje me alegra de forma absurda. depois do show, caminhada pela praia e ônibus (vocês lembram dela? eu falei dela em abril. é a garota do tcc de quadrinhos. mas aqui ela estava solteira, ainda bem.)

depois da alegria de passar mais tempo em casa, o triste retorno a recife e o fim do mês.

julho.

dezembro 27, 2009

julho começou dizendo a todo o resto do ano antes dele: “vejam só o que é um mês de verdade!” mas, apesar de todas as alegrias, ele veio com um pouco de tristeza.

então ele começou com uma ida à barra de são miguel com um bando de amigos e, lá, o sol foi nosso amigo, os mosquitos foram nossos amigos, o futebol foi meu amigo e até mesmo a piscina do vizinho que não estava em casa foi nossa amiga.

depois houveram as saídas quase diárias para locais quaisquer para fazer qualquer coisa: conversar, beber, conversar, jogar, conversar, beber, ficar bêbado de tanto conversar, conversar tanto que se fica com vontade de beber, dar em cima de gostosas sóbrio, levar foras de gostosas sóbrio, dar em cima de gostosas bêbado, levar fora de gostosas bêbado, dar em cima de feias bêbado, torcer para levar fora de feias bêbado – entre o começo da cantada e o fim dela os pensamentos de “o que porra é que estou fazendo? ela é feia!” martelam milhares de vezes na mente.

julho também significou pessoa especialíssima que está entre nós mais uma vez. e isso foi uma alegria que eu não consigo explicar muito bem com palavras que tentam simplesmente dizer o que aconteceu. se eu dissesse que ela estava lá e agora não mais estava para estar cá, não seria explicativo o suficiente, porque isso não diria o quanto ela fez falta cá. e se eu dissesse o quanto ela fez falta, pareceria simplesmente algo inventado para ficar poético ou qualquer coisa assim. mas não, não seria essa a intensão. então dizemos apenas que uma das coisas mais lindas está de volta trazendo o calor capaz de derreter a sibéria.

em julho houve até uma expedição aos confins do benedito bentes, num ato de extrema coragem de um grupo de amigos dispostos a visitar uma amiga que é das mais queridas – e, acredite ou não, voltamos todos vivos de lá, apesar de qualquer coisa que possam dizer.

mas, como foi dito, julho molhou seus pés em tristeza, porque nele uma vida chegou ao fim do seu ciclo e deixou alguém que amo triste.

então, pouco antes do mês findar, as aulas voltaram e a alegria que havia quase deixou de haver. uma verdadeira pena. mas o que vinha está aqui para surpreender quem diz que o mês seguinte é um tanto desgostoso.

junho.

dezembro 27, 2009

então veio o sexto mês e consigo trouxe água até perto do joelho e logo viriam os testes finais para nos livrar do semestre letivo e entrar nas mais queridas férias, onde recife ficaria longe e a alegria reinaria sem pensar em estudos.

foi no começo do mês, creio eu, que eu encontrei aquela bunda linda na minha frente. estavamos ambos na fila da saraiva, ela de preto e eu ouvindo música. ela carregava dois dvds iguais. foi numa mudança de música, entre ira! e alguma outra coisa, que eu escutei a maravilha de estalo que fez a calcinha dela contra sua deliciosa bunda – sim, era linda mesmo, podem acreditar. pouco depois eu descobri que aquela bunda estudava na mesma instituição que eu, no entanto, seu curso era outro que eu não fazia a menor idéia. eu a observei e observei e pela primeira vez em meses eu tinha uma musa para a qual escrever algo. no entanto o conto que comecei ainda não acabou, mas tenho certeza que essas férias escreverei o suficiente para trazer um fim a ele.

junho significou guerra, muita guerra por território nos tabuleiros do farol e do pinheiro (uma das baixas de guerra desse mês foi meu notebook, cuja placa mãe sofreu de um defeito de série e teve que fazer uma viagem), também foi futebol na televisão com a copa das confederações e toda essa besteira e as celebrações de aniversários – ou aniversário – de pessoas importante para o andamento da vida como ela está sendo há um tempo.

foi um junho de poucas palavras, mas isso não quer dizer que foi um junho ruim, longe disso. foi um junho extremamente significativo e foi o último período letivo bem aproveitado.

o mês terminou com as expectativas que só as férias podem trazer, coisas que julho trará.

maio.

dezembro 27, 2009

lembro que esse mês começou com um feriado. lembro de estar em maceió. fora isso, maio não marcou tanto, acho. talvez porque eu tenha passado tempo demais onde eu não gosto, talvez por estar achando que estou com a pior tutora que já existiu na história da faculdade – o que é bem verdade, apesar de tudo o que dizem sobre uma outra; eu tive “aula” com as duas e… sinceramente, ela estar lá, ela não estar lá, não fazia a menor diferença. acho que ela acabou com todo o interesse que eu poderia vir a ter por gastrologia.

e mesmo que a alegria não fosse algo constante na faculdade e chegasse a nem aparecer por lá, eu posso dizer que estava me entrosando com mais gente do que pensei ser possível. poxa, eu estava até mesmo fazendo amizade! quem diria que uma coisa dessas iria acontecer por ali, não é mesmo?

e foi nesse mês também, lembro bem, que eu arrumei o quarto e encontrei uma barata morta lá. aí pensei: “poxa vida, nem uma barata consegue viver aqui.” é lá que eu durmo.

maio passou porque é assim que maios fazem, a chuva caiu, o sol esquentou, a chuva caiu mais, o sol resolveu que não esquentaria tanto assim, deixaria para quando não houvesse como a chuva se safar – novembro, dezembro, janeiro e fevereiro são os nomes dessa época maldita.

maio acabou com um show. não foi o melhor show do mundo, mas não foi o pior também. foi divertido como somente amigos podem ser divertidos, foi interessante como somente mulheres sabem ser interessante e foi constrangedor e pentelho como só poucos seres bêbados – como eu – sabem ser.

abril.

dezembro 27, 2009

a mentira não chegou para mim com seus passos pequenos de pernas curtas no mês de abril. também não me lembro das cores desse mês voando e fazendo amor sobre minha cabeça. apesar de todas as coisas que não houveram nesses tempos, ainda assim tenho que pensar que foi um dos melhores momentos do ano que está morrendo aos poucos.

houve o começo, que não me lembro bem, teve um ovo de chocolate gigantesco e o renascimento do salvador dos cristãos – e, de acordo com eles, da humanidade inteira -, houve o já tradicional churrasco da sexta feira santa, onde amigos hereges se reúnem para queimar suas almas nas churrasqueias temperando tudo com alegrias e risadas (nossa, me senti o próprio narrador da sessão da tarde, agora, quase dizendo que “essa galera do barulho vai aprontar mil aventuras”) e celebrar a delícia da carne e do álcool. (e foi nessa última edição que conheci uma garota que se tornou muito especial para mim, mas até então ela era “namorada que tem um tcc sobre quadrinhos” de um amigo não muito íntimo, então, não falemos sobre ela agora. foi também nesse ano que convidei um casal de amigos – cuja fêmea foi mordida por mim, já o macho é o amigo com quem mais bebi na vida, acho – para participar das festividades.)

depois disso, tenho certeza que pouca coisa mais aconteceu. abril, como todos os outros antes dele e os que virão depois, acabou-se. o calor começava a diminuir e a chuva logo logo viria com vontade cair na cabeça de todos.

março.

dezembro 26, 2009

o fevereiro dos vinte e oito dias, que foi esse último, passou e veio março com suas águas pra fechar o verão, como cantou o jobim.

foi com uma prova de psicologia médica que março se abriu para mim. conceitos novos, freud, piaget, erikson e coisas assim. então, depois de ter finalizado o maldito – como todos são – teste, descansei me dando um longo período em casa, esperando chegar o dia dos meus vinte e um.

então veio a festa, virando a madrugada, então veio o almoço e o jantar e foi bom porque estava com as pessoas que queria estar. algo que a cidade onde atualmente resido nunca me oferece. lá, nunca estou exatamente com quem deveria estar – e, quando estou, como ocorrerá mais frente nesse ano, ainda acho que não é algo que foi realizado com plena satisfação a todos os envolvidos.

depois da festa, eu não tenho muitas outras lembranças. houve o início de novos assuntos, mais e mais das mesmas coisas, a velha agonia de querer sempre o fim disso tudo para, assim, talvez conseguir algum prazer, o que eu duvido que venha a ocorrer.

lembro de poucas outras coisas nesse mês. no entanto, sei que foi aproximadamente nele em que o ferimento fechou de vez. recordo também de uma chuva que houve porque pensei na música que comecei citando no primeiro parágrafo. certamente não foi no último dia de março, mas foi por esses dias.