Archive for outubro, 2007

Heartbreaker – a prática

outubro 16, 2007

porque ela é do tipo que no começo te faz pensar que são amigos e que ela está bem com isso. depois ela começa a querer mais que sua amizade. e ela só quer isso porque sabe que você não sabe se pode dar mais que a sua amizade. então ela te faz gostar tanto dela, mas tanto que você começa a se apaixonar e vêm aquelas malditas dúvidas sobre a paixão. se é bom ou se é ruim e você, no começo se sente maravilhado em como ela é uma pessoa maravilhosamente interessante e inteligente, para logo depois de um tempo perceber que nada realmente é aquilo que é. mas ela continua atraente para você e você faz a besteira de dizer a ela o que você sente.
é então que ela começa a revelar o que verdadeiramente é. uma devoradora de homens. ela te engole só pra te esmagar entre os dentes. te cortar, estraçalhar. e você se lembra que no começo ela avisou… ela disse com todas as letras. mas você não queria acreditar e não o fez.
é que ela é do tipo de mulher que te quebra o coração.
e agora é tarde.

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Do começo, meio e fim.

outubro 8, 2007

no começo era aquela excitação, aquela vontade de falar, de nunca calar e parecia, como sempre parece, que nunca nada iria mudar. mas alguns meses provaram que, como tudo o mais, isso não era nenhuma exceção. o que antes impulsionava conversas de horas e horas de duração, especulações sobre a vida o universo e tudo o mais, hoje são exterminadas com a brutalidade do não e a sequidão do sim.
a idéia de ambos juntos, sorrindo, olhando a paisagem caminhando por uma rua ensolarada às 4 da tarde ficava cada vez mais e mais distante. as nuvens cinzentas que no começo pareciam não estar lá, mostraram-se lá, onde sempre estiveram, mas ninguém fez questão de ver.
agora há irritação, inquietação, há o silêncio, duro como uma parede de concreto que serve para separá-los mais do que os quilômetros e quilômetros que, de fato, o fazem.
o futuro que fizeram foi destruído pela falta de atenção aos detalhes. ou, mais uma vez, a algo que ele fez (ou deixou de fazer) e nunca vai ter a chance de descobrir.
a casa que construíram, os filhos que tiveram, os carros que compraram, as viagens que fizeram, todas se foram porque eram feitas pela frágil matéria do sonho e nenhum sonho dura para sempre.