Archive for setembro, 2007

frustrações.

setembro 29, 2007

nasceu para ser frustrado: um jogador de basquete frustrado, um violinista frustrado, um estudante frustrado, um cantor frustrado, um violonista frustrado, um guitarrista frustrado, um baixista frustrado, um baterista frustrado, um roteirista de filmes frustrado, um roteirista de filmes pornôs frustrado, um roteirista de quadrinhos frustrado, um desenhista frustrado, um fotógrafo frustrado, um cientista frustrado, um ator frustrado, um ator pornô frustrado, um poeta frustrado, um escritor frustrado, um médico frustrado, um filósofo frustrado, um homem frustrado.
não tinha mulher, não tinha filhos, não tinha dinheiro, não tinha emprego, não tinha carro, não tinha amor, não tinha amigos, não tinha irmãos, não tinha pais.
tudo o que tinha eram suas frustrações, sua falta de conhecimento, seu pinto pequeno, seus pensamentos estúpidos, seus dentes cariados, suas rugas, suas cicatrizes, suas feridas abertas, suas juntas sujas, seu fedor, suas frustrações, sua vida.
e ele ainda ousava esboçar um sorriso.

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O preço da traição.

setembro 19, 2007

“traição não paga traição.”
“verdade…”
“duplo homicídio… talvez…”

Baby don’t you

setembro 8, 2007

você dizia que eu era diferente, mas agora você percebe que não, que eu sou apenas mais um cara. que eu não sou especial e você tenta me substituir por outro qualquer, qualquer para mim, talvez não para você. e você me diz que eu não preciso sentir isso, que vocês só são amigos. agora eu te pergunto: como tudo começou? não éramos amigos antes? agora sinto-me um estranho, sinto-me invadindo sua intimidade, e o cíumes crescendo por você confiar seu dia a dia a ele e não a mim. por você falar besteiras enquanto está bêbada para ele e não para mim, por você não me mandar mais nenhum sinal de vida quando eu não mando nenhum sinal de vida.
essa noite eu tive um sonho. eu sonhei que eu estava num show com você e quando eu saí para me debater um pouco ao som de uma banda que marcou minha vida, você, na verdade, uma representação de você (ok, era outra garota, mas tudo o que aconteceu se encaixa com você no lugar dela), cedeu sua graça a outro. quando retornei aos nossos lugares você estava lá ao lado dele e eu não poderia fazer nada já que como você mesma disse: “não somos nada. somos amigos.” e como amigo, e como o homem que te deseja, eu sofro com a visão, sofro com o pensamento, sofro com o sonho. nem mesmo nele eu posso te ter.
é, eu sinto que eu estou te perdendo e eu já te disse isso.
quando eu ouço uma música eu consigo encaixar versos dela no que eu sinto por você. e percebi isso quando fiquei com “sweetest thing”, do u2, na cabeça durante toda a noite enquanto a assistia a um de seus filmes preferidos. e eu encaixei o “i’m losing you”. e, hoje, o que posso imaginar cantando para você são versos de alguém, não sei quem (eu sou o mestre dos versos roubados para fazê-los meus, eu já admiti isso), cantados pela foz de roger daltrey seguida pela bateria frenética de keith moon e o baixo sensacional de john entwistle além da guitarra barulhenta de pete townsend. “the biggest mistake was loving you too much and letting you know. don’t do it babe. don’t you break my heart”

As quatro estações.

setembro 3, 2007

um dia eu vou juntar forças para dizer sem ter vergonha que eu amo uma mulher em todas as 4 estações. dizer que eu tenho 300 corações transbordando de amor para ela. e vou dizer que ela era a razão para eu estar naquele bailinho e que ela ir embora é o maior castigo que poderia haver. eu imploraria para que ela voltasse para mim, eu me humilhari. é. eu sou de me humilhar. eu sempre faço isso. eu sempre digo uma merda do tipo: “sabe, meu bem, eu te amo nas 4 estações, parece até que eu tenho 300 corações e todos transbordando de amor para te dar” porque por mais brega que seja, eu acho o brega lindão. ele te faz sentir.