Archive for novembro, 2006

heartbreaker, uma pequena teoria

novembro 23, 2006

e elas têm esse jeito de menina legal que sabe o que falar, que tem conteúdo, que escreve incrivelmente bem, que é inteligente…e quando você vê…elas são tudo isso mesmo. mas você não pode fazer nada a não ser tentar se afastar porque a aproximanção talvez seja dolorosa demais para um dos lados. e quando começa a se afastar ela se aproxima, diz que está com saudades, chega atá a ligar pra você só pra rachar seu coração ao meio na inocência…
“não fazem por mal, saiba que. não é intecional.”
e é por não ser por mal que dói mais. a inocência magoa, machuca como uma faca enfiada no abdôme.
e exatamente por não ser intencional essa rachada, que é o começo para uma ruína, nós pensamos: “ela não faz por mal, ela não sabe de nada. ela é tão legal. não faria isso.” e o cara está certo. então deixa ela se aproximar. e ela diz coisas, faz coisas, e quando o cara vê…crack…tudo foi tirado dele. ela era o suporte para o coração dele, o coração rachado que aos poucos foi sofrendo uma infiltração e agora sucumbiu totalmente porque ele pensou que ela fosse inocente.e ela era. e é exatamente desse tipo que se deve fugir. as inocentes são as que mais fodem o coração. as inocentes nasceram com o dom de despedaçar corações.
e não sei porque, é delas, e quase somente delas, que eu gosto.
acho que eu tenho um dom pra me fuder.
talvez eu tenha nascido pra isso.

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nada de capisilóque

novembro 19, 2006

vamos tentar uma espontânea. talvez, assim como as fotos, os textos espontâneos sejam melhores, com muito mais sentimento do que aquele planejado, que aquela história batida sobre alguma coisa qualquer.
um pouquinho de força e começa a sair. estou tendo uma prisão de ventre mental. tem que fazer muita força pra sair um pedacinho de nada. e talvez até doa como minha cabeça dói de tanto pensar. espero que não sangre depois que a pedra sair.
um pouco mais de força e pronto. um pouco mais e é só passar o papel e limpar o cagado. só mais um pouco e…
pronto.
não consegui. não saiu nada dessa cagada. mais uma sentada no trono à toa. um reinado que de nada adiantou. quase o governo brasileiro.
uma merda que não sai.
uma cagada difícil de terminar.
e você senta no vaso e faz força, espera alguns minutos e então desiste na terceira página do livro. toma um banho e vai deitar para dormir.
o foda é que no meio da noite vai voltar a vontade e você vai estar sonolento demais para ler e acordado demais para cagar de mão vazias.
então você começa a pensar.
e a merda flui.

Imagine…

novembro 11, 2006

A ponta metálica tocando o canto dos lábios, empurrando a pele sem ferir. A carne é penetrada pela faca e o sangue surge com sua coloração única, vívida. Você sente seu gosto metálico, um desespero. Sabe que está perto do fim. A lâmina rasga a bochecha até perto do ouvido, o vermelho quente entra nos ouvidos e nos olhos e é a última coisa que você vê.Pouco depois desmaia, morre, mas não sem pensar que logo haveria chances de estar em todos os jornais da cidade.