Archive for setembro, 2006

Minha crença…

setembro 27, 2006

Não acredito muito na minha existência.
E se ela é real, é a prova irrefutável da inexistência de um deus benévolo e justo, porque nenhum deus bom faria algo tão inútil quanto eu.
Minha inutilidade de nada serve ao mundo, não constrói, e talvez até descontrua, não sei bem ao certo. Na verdade não sei nada, nem ao certo nem ao errado e todas as margens de erro estão elevadas a mil por aqui porque se trata de um mim que não sei ao certo se sou eu.
Dizem que é fácil ser você mesmo, dizem que é fácil aceitar as coisas como elas devem ser, mas eu não acho nada fácil. Fácil é dizer todo esse tipo de bobagem e se esconder por trás de máscaras que prometem a paz através da ignorância, o caminho para a iluminação. Fácil é acreditar no inacreditável e aceitar as coisas como elas são sem questionar-se por que elas são assim.Fácil é acreditar nos outros, na existência de outros.
Eu acredito na existência alheia.
Acho que sou um ser extremamente fraco, ignorante e que depende mais dos outros do que os outros dependem de mim. Aliás, eu não poderia definir-me melhor. É isso que eu sou: um ser patético que crê que os outros importam mais que ele, que pensa que só porque ama alguém isso torna essa pessoa algo superior, algo iluminado, e começa a depender do vício de tê-la por perto, de observá-la, de analisá-la, de conversar com ela sempre, sempre. E esse sempre parece tão pouco. Todo o tempo gasto junto dela parece ter passado tão rapidamente que não se pode aproveitar nem um segundo e então passo a acreditar mais nessa pessoa do que em mim. Começo a querê-la mais do que a mim mesmo. Passo a tê-la em mim sem ela ter-me. Passo a sê-la mais que a mim mesmo.
Então passo a provar minha inexistência.
Eu não existo.

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Sonho [de www.obosta.theblog.com.br]

setembro 26, 2006

25/03/2006

O sonho de todo cara é ter uma banda, fazer sucesso, comer gropies,participar das festas da casa do tio Heff, casar, convencer a esposa a fazer um mènage a troi, continuar tocando, deixar a mulher em casa enquanto faz turnê,comer as gropies que não estavam na turnê anterior,receber um pedido de divórcio,aceitar,ter duas namoradas de 18 anos,cansar das duas, reconquistar a ex-mulher, continuar tocando, ver os filhos crescendo,se aposentar com um megashow que concerteza ficará na história da música, viver numa casa linda em algum local paradisíaco, e ter centenas de milhares de fãs.Além de claro, ter o prazer de conhecer o maior número de atrizes pornôs que ele puder conhecer.Bem, estou longe de tudo isso,mas meus dedos vão no embalo da música, meus pés fazem o pedal.

26/09/2006

Seis meses depois…não sei se esse é o sonhos de TODO cara. Mas certamente é de muitos.
Seis meses depois e ainda estou muito longe de tudo isso…

a parte que fica na parte de trás

setembro 23, 2006

…é amargo o sabor do ódio passeando pela minha boca.
O ódio que nasce nas minhas entranhas, que é tratado como uma parte de mim, lançado ao futuro como um filho que dominará o mundo.
Como é amargo o sabor dessa humilhação, dessa autopiedade.
Como é ridículo o meu amor, se alimenta do ódio.
Engulo esse gosto a longos goles e nada mais além dele passará.
Nada além do meu ódio crescente, nada além da minha sede de violência.
Nada além do seu sangue escorrendo em minhas mãos e pequenos pedaços do seu encéfalo decorando as brancas paredes do meu quarto de sonhos.
Nada além do meu amor.

minúsculo

setembro 21, 2006

eu não sei se seria diferente ou a mesma merda.
se não fosse ele seria outro.eu sentiria da mesma forma ou meu medo/ódio seria menor? o que faz com que eu pense o que penso é o fato de eu sempre tê-lo repudiado e odiado ou meu repúdio se deve ao fato de no fundo eu ter medo e ter desconfiado de qualquer um que se aproximasse demais?
nunca escondi minha opinão pre-conceituosa quanto a ele. e já discuti inúmeras vezes meu desprezo por tal ser, e agora, o problema é que, ele é o dono da porra do teu coração.e era eu que tanto queria essa merda.
mas eu não sei se seria diferente ou a mesma bosta. se é somente porque é ele ou se qualquer um me incomodaria tanto. é claro que eu teria que aceitar, aceito sem problemas nenhum, mas ele? ELE? por que ELE? acho que para que eu me sentisse assim.
você não manda no seu coração.
eu não mando no meu.
e no fim eu só faço tomar no cu.

She Loves Me Not

setembro 18, 2006

She Loves me
She Loves me Not
She Loves me
She Loves me Not
She Loves me
She Loves me
NOT…
And what will she do to my heart?
THIS! – and the fist smashes what once were a flower and now is nothing.
Just like me.

698

setembro 17, 2006

Subi as escadas sem preocupações, com o pé firme, pensando em mim, se eu havia conseguido. Deparei-me com um corredor cheio de gente, estava num mar de rostos conhecidos, cheiso de sorrisos de reconhecimento, daqueles que dizem oi tudo bom sem nem precisar dizer nada, inúmeras fileiras de dentes brancos se mostravam, ofuscando e brilhando, mas eu não conhecia nenhum deles e eles, certamente, não sabiam quem eu era.
Atravessei aquele deserto de almas tão cheio de vida e dobrei a esquina, tinha que subir mais um lance de escadas, estava sentindo-me até então bem, pensando em mim então me veio à tona um pensamento sobre ela e ele me guiou escada acima.
Procurei meu nome, não encontrei naquela imensa lista colada à parede. Dezenas de seres se colocavam à minha frente, bloqueavam-me a visão e eu queria ver.Contentei-me em ver o nome de um amigo e sua respectiva nota, boa, muito menor que a de costume, mas ainda assim boa, excelente. Então num momento irracional eu busquei seu nome, e lá estava ele com todas as letras, seu nome que vinha depois do meu, que eu não fiz questão de procurar, não me interesstou saber se eu havia passado ou não, o que me importava era ela. E ela se superou mais uma vez, tornou-se mais que seus professores, mais que seus amigos, e eu me senti iluminado por ela. Não procurei mais nada, nem meu nome e nem o de ninguém, fui correndo procurá-la.
Ela subia as escadas, alguém a acompanhava, não prestei atenção em quem viria a ser, parecia não saber de nada, olhei-a nos olhos, abracei-a e dei-lhe os parabéns, havia superado tanto a si mesma quanto a seus amigos, tirou a melhor nota e ela nem deu um sorriso de felicidade, a única reação foi de repulsão Saiu do meu abraço e eu me senti mal por isso. Então olhei-a novamente e seu rosto não era mais eu, estava tomado de uma dor, estava escoriado, cheio de machucados, ela sangrava, seus lábios finos estavam inchados e o canto de sua boca sangrava, ela chorava e seus olhos estavam roxos. Ela começou a gritar, mandou que eu saisse dali, gritou que era tudo culpa dela, dela e somente dela. Eu não sabia do que ela falava, mas ela continuava a assumir a culpa de tudo e suas lágrimas davam uma cor estranha ao sangue, seu rosto estava coberto por um manto negro, sujeira e sangue e lágrimas. Tentei segurá-la mas ela fugia do meu toque como se tivesse medo de que eu fosse fazer algo de mal com ela, mas ela sabia que eu a amava mais que tudo e que fazer algo contra ela era até piro que fazer algo contra mim. “Saia!” ela gritava “a culpa é minha, entende?” e suas lágrimas jorravam a cada palavra e eu comecei a me sentir péssimo, uma dor penetrou-me a alma como uma lança trespassa um corpo, meu porto seguro sucumbiu e eu iria junto. Angustiei-me, tive vontade de chorar, de abraçá-la e pedir que me deixasse amá-la porque eu saberia cuidar dela, e por um momento pensei que era disso que se tratava: ela não me queria por perto porque não era capaz de aceitar meu amor. Mas não, isso seria tolice demais, era outra coisa, algo mais profundo, eu não sei o que, não sei e ela não disse. A última coisa que me lembrou ouvi-la dizendo foi “Saia daqui! A culpa é minha, você não entende! A CULPA É MINHA!” e fugiu.

“A maceeira tá doente Tá gemendo com a dor Até a maceeira geme Quanto mais quem tem amor”

setembro 14, 2006

Eu sou uma árvore cheia de cupins me destruindo, minha raiz não mais suga nutrientes e as folhas não se alimentam da luz. E eu nunca dei frutos, nunca fiz flores, nunca me importei com nada até encontrá-la protegendo-se na minha sombra, abraçando meu tronco, que ainda era forte, resistente. Eram tempos férteis, onde eu conseguia viver feliz sendo eu mesmo, hoje eu não me sou e nem ao menos consigo me fingir ser.
Hoje ela é.
Ela sempre foi e sempre será.
Meus galhos eram cheios, hoje só me sobraram dedos secos, galhos retorcidos de dor. Minha copa era frondosa, viva. Estou caduco, vazio, o sol bate e atravessa, ela já não descansa sob mim. Já não abraça minha casca forte, até porque essa não mais existe. Estou fraco, sou fraco.
Estou morrendo, eu sou a morte.

aixelsid

setembro 10, 2006

Porque ultimamente nada tem feito muito sentido na minha cabeça.Porque estar perto demais é um perigo enorme e a distância é extremamente mortal.Porque todo sentimento que existe se transforma numa forma de ódio ou angústia.Porque eu quero vomitar eu mesmo.Porque eu quero quebrar tudo sem ter que pagar pelos danos.Porque eu quero amar e ser amado.Porque eu quero que ela me ame tanto quanto eu. Porque eu tenho medo de tudo, especialmente de magoá-la.Tenho medo também porque eu não vejo futuro, porque eu quero macucá-la porque ela não me ama, porque eu quero voltar no tempo e não consigo, porque eu preciso ser internado num centro psiquiátrico, mas tenho medo de ir, porque eu tenho medo de ter que ser internado, porque eu tenho sido eu mesmo por toda a minha vida. Porque eu me conheço como mais ninguém.
Se eu não tivesse me conhecido eu morreria bem mais feliz.
Quando eu olho para ela me dá vontade de dizer: eu te amo, pelamordedeus me ame também, porque é só disso que eu preciso,só do seu amor.EU PRECISO que VOCÊ me ame. Isso me faria ser feliz e nada mais no mundo iria importar! Só porque você disse que me ama também.
Eu sei que eu sou um nada, e que nunca terei esse seu amor que eu tanto preciso. Você poderia até dizer, com pena ,talvez, um “eu te amo” fraco, vazio.
E eu tenho tido vontade de escrever, e cada vez que eu escrevo, menos vai saindo, e o sentimento vai acumulando, vai aumentando a minha raiva e a minha dor. E já está incomodando há um tempo…
Tenho sentido uma incrível vontade de desistir…
É isso, não adianta mandar o mundo explodir, nada vai mudar.
O problema sou eu.

I Fall Down

setembro 9, 2006

Ser qualquer um, menos eu.
Que sonho não?
Ahhh mas não custa nada sonhar em ser livre das correntes que te prendem a sua carcaça fétida.
Cansei, cansei mesmo!
O que eu tenho? Nada? Tudo? Ora, não sei! Simplesmente não sei o que merda eu tenho!
Estou de saco cheio, já disse? Ora, não importa, essa é uma das poucas coisas que devem ser repitidas.
Ahhh como é amargo o sabor do ódio subindo como vômito e espalhando-se pela sua boca, mas você não pode liberá-lo, não pode simplesmente abrir a boca e jogar tudo para fora…e então você é obrigado a engolir tudo.
E eu engulo tudo sem direito a nada.
Porque ninguém tem direito a nada. Apenas deveres, deveres, deveres.
DEVERES!!!!!!!!
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Quero que se fodam.
E que se fodam.
E quando cansarem de se foder…
se fodam mais e mais.
Só isso.
FODAM-SE!
FÔ DÃO SE!

Foi postado no OBOSTA.THEBLOG e agora está aqui…porque…EU QUERO QUE ESTEJA, ora porras!

setembro 6, 2006

Quando escrevi esse texto eu já tinha esse blog de cá, mas preferi postá-lo no de lá. Por quê? Não sei…talvez porque esse texto tenha o espírito do Obosta e não desse lj qualquer.Aquele tem o cheiro único e fétido de merda derretida escorrida do “âmago do meu ser”…e é isso que eu tinha a dizer…

01/05/2006
Porque nunca mais escrevi aqui.Nunca mais consegui pensar como o bosta que sou.Meus textos apenas refletem a realidade que se passa ao meu redor.E não é isso que eu quero.Eu quero criticar a realidade!Quero mandar tudo para a puta que pariu e chutar a bunda do primeiro que reclamar.
Estou psicologicamente abalado, talvez eu já fosse, mas ontem descobri coisas que preferia não saber, descobri coisas que ela pensa ser motivos para ser assim, mas mesmo assim, eu não a entendo.Eu entendo parte do que ela diz, mas não sei mais do que a metade do que ela disse.Me perguntei todos os porquês, pensei em acordá-la para perguntar apenas: “Por que você acha isso?”mas o melhor seria deixá-la dormir, ela precisa relaxar.E o que despertou tudo isso fui eu!
Seria melhor que nada disso tivesse acontecido não é?Sim, seria.
Mas não foi isso que aconteceu, agora aqui estou, vivo como nunca, tendo que me preocupar com coisas que preferia não saber, pensando pensamentos que eu preferia não ter, sonhando sonhos que eu preferia não ter.
Mas isso não é minha opiniao.Isso é fato.
A mente é a mais selvagem das selvas, não se entenderá a mente humana por completo nunca.O homem nunca contará seus segredos e sempre haverá um podre em sua alma.
E agora quero perguntar para ele: “Você já fez o mal?Já machucou e magoou alguém?Já usou seu status para se aproveitar de alguém?”
Mas sei que as respostas serão o silêncio.
Estou confuso, espero que esteja claro.

06/09/2006
E eu continuo confuso, não com as mesmas dúvidas, aliás, com elas sim, ams com mais outras a me atormentar…desde esse dia muita coisa foi dita, e o mais triste, porém importante, foram vividas.
Hoje eu escrevo para ver se retorno ao meu espírito de merda boiando em merda, de bosta revoltado com o fedor do aterro, de lixo reclamando de lixo.Hoje é o dia da revolta contra o sentimentalismo ridículo e exagerado, hoje é o dia internacional do combate ao amor, à felicidade e à vida alheia. Hoje eu comemoro comigo mesmo minha derrota para mim mesmo e minha vitória sobre mim.Hoje eu estou com as costas doendo, e estou com um afundamento entre as costelas, hoje eu vi que minha camisa do Móveis Coloniais de Acajú secou e logo poderei usá-la, hoje percebi também que não é bom usar a maior boca do fogão para grelhar um hamburguer porque a parte do meio continuará crua…hoje eu percebi tantas coisas e não são nem três da tarde…hoje eu percebi que minha necessidade de qualquer coisa pode nunca poderá ser superada, mas que uma hora ou outra aparecerá alguma outra coisa que será mais desejada que a anterior.Hoje eu percebi, também, que eu não goso de fazer favores e, o mais importante fato que eu descobri hoje é: que ninguém presta(ok, isso eu já sabia).

08/09/2006
E algumas pessoas simplesmente não entendem o espírito bosta de ser…não é que eu esteja dizedno que eu sou um bosta, eu sou um bosta!Tão bosta quanto você, ou quanto aquele outro que senta no canto que fica olhando tudo como que desconfiando que fosse do nada dar um soco na barriga de uma grávida, roubar a bolsa de uma idosa, e roubar doce de criança tudo numa tirada só. Ora, eu SOU o bosta. Só que reencarnei numa versão fragilizada e dramatizada, dessa vez eu vim com sentimentos e essas coisas nunca são boas, você se torna de vidro, quando deveria ser de chumbo, você se torna ridiculamente frágil quando devia ser o cara que não se dobra ante nada, que não teme ouvir palavras ofensivas de ninguém, que cria o ódio no coarção porque é o único sentimento que um bosta-mor pode ter, mas não…não, dessa vez eu vim com amor.Aí pronto, fudeu tudo! TUDO!!!
Como eu pude deixar isso acontcer comigo?
COMO?
Não sei…essas coisas chegam sem o cara perceber, sem o cara notar ele já está fodidamente apaixonado por quem não deveria.Aí é só relaxar e curtir a dor. Foi o que eu fiz, mas não funcionou…não não.A dor foi grande demais sabe? Machucou muito, talvez amputar o coração doesse menos.Mas porra!Coração o caráleo! Quem manda na bosta não é o coração, não é o cérebro, é o intestino!