Archive for agosto, 2006

Amar…(?)

agosto 26, 2006

Cara, amar e ser amado deve ser muito bom.
Mas eu nunca tive tal experiencia.
O mais próximo que cheguei disso foi amar alguém indiferente a mim.
Não é muito bom, mas é melhor que amar alguém que ama outro.
Pode acreditar nisso…
O amor cara…como defini-lo?
Eu sinceramente não sei.
Mas é como se toda a felicidade que você sente causasse uma enorme e sufocante dor em você.
É tão ruim cara, mas é simplesmente demais! Amar, saber que aquela garota é A garota, olhar nos olhos dela e ver o brilho de felicidade faz você delirar por um minuto e depois faz você querer matar.Matar simplesmente porque você não é a pessoa que faz os olhos dela brilharem daquele jeito.
O amor é um sentimento muito safado.Muito safado! Ele aparece quando você menos deseja e só vai embora quando…bem, não se sabe quando ele vai embora cara…ele simplesmente fica ali, ele deixa a marca dele.Esse papo de que só se ama uma vez…isso é mentira.Você pode amar várias…cada um deixará sua marca e no fim da tua vida teu coração vai estar em cacos. Milhares de pedacinhos pontudos, prontos para espetar, furar, destroçar e rasgar qualquer um que quiser se aproximar demais do seu coração. Porque ele já sofreu demais e cria um sistema imunológcio contra o amor.
É isso, o amor é uma doença um vírus…que enquanto houver um pingo de calor no seu coração irá te atingir em cheio.
Por isso sonho em ter meu coração congelado a -273°C.

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Ruína (ou como o amor pode mal-tratar)

agosto 10, 2006

“Quando você sair, fecha a porta…Eu não espero mais ninguém.”
E ela fechou.A chave nunca fez tanto barulho quando girou como daquela vez.Foi estrondoso, as paredes ecoaram alto aquele som fechado.E por mais que eu tentasse evitar não escutar, me distraindo com o fogo queimando na ponta da vela, eu escutei.A chama dançou e se extinguiu como se o que desse vida a ela tivesse abandonado o recinto, como se o oxigênio que a alimenta tivesse acabado, quando na verdade era o meu ar que saia pela porta, descendo as escadas, caminhando através da garagem e saindo do terreno.
O fato é que a casa era dependente dela, mas ela se foi.
E agora só ruínas, escombros e um corpo morto.

Os Estudos do Sorriso (ou Ardente Veritate)

agosto 6, 2006

São tristes os sorriso que ela me dá.Sem compaixão, apenas pena, PENA é o que há quando seus olhos caem sobre mim, quando trocamos cintilações ópticas, quando sorri e mostra os dentes só para fingir estar contente.Me dói o fundo da alma esse sorriso.Me dói por que mesmo sendo ruim, ela não o sorri só para mim.
O falso sorriso que só mostra o corpo, sem alma.São pedras que brilham e somem, tão passageiros.Dizem somente:”Deixe-me, sou como sou, cheio de imperfeições, não preciso do seu olhar, não me olhe!Deixe-me!” E isso me dói porque olhá-la é tudo que posso.
São lindos seus sorrisos com os olhos.Porque seu dentes, ossos que, por tempo demais expostos ao mundo tornaram-se banais, nem um pouco especiais,só me mostram dentes.Seus olhos abrem sua alma, mostrando verdadeiramente quem és e é isso que eu quero ver, pois é isso que amo.Sua alma.É tão raro vê-la assim, que me dói não vê-la sorrindo assim para sempre.
E é disso que preciso.
Seu sorriso, nunca dado para mim com o amor que preciso, a atenção necessária, é o meu desejo.
Seu sorriso é o maior presente que poderia ganhar.
Seu sorriso, o verdadeiro.

Grite, Urre (ou Tell Everyone in the World That I’m You)

agosto 3, 2006

“Vamos lá, diga! Grite ao mundo que VOCÊ SOU EU! Diga a todos que somos um só até o fim! Vamos! Grite! Faça suas cordas vocais saltarem fora enquanto você urra nossos amores! Nossos passeios pela floresta da negação, pela floresta da rejeição, pela floresta do amor, da paixão incendiária. Lembra quando prometemos um ao outro todas aquelas promessas?As juras de eterno amor, mão dadas, eu sentia seu sangue fluindo na sua mão quente, que levava todo o frio que congelava meu sangue embora.E euagradecia a Deus por te fazer ter esse sangue, essa vida, por você respirar, eu daria todo o ar de meus pulmões para você respirar, porque és linda quando repiras, és linda quando é você e você o é todo tempo.Eu, que não merecia um pingo da piedade diina sou contemplado com um rio de carinho.Mas o rio agora seca. Seca?Não sei como viver na sêca de teu amor, que é a água que preciso para saciar minha sede, para regar meu ser, para limpar-me de todos os meus pecados, que são muitos, mas o meu pecado maior é te amar…e é esse que me fará queimar no inferno pela eternidade, o pecado do qual nunca me arrependerei, amar você. Quero que grite ao mundo todo o seu amor como eu gritei omeu.Se hoje minha voz é falha e rouca a razão é ter arranhado minha garganta com urros guturais clamando por seu nome. ‘MARIANA!!!’ eu chamava por tempos intermináveis ‘Mariana!’repetia desesperado como a criança que perde sua mãe em meio a mutlidão, como um bêbado que perde as paredes na qual se apoia, o homem que perde o chão que o sustenta.Caí quando fiquei sem você pela primeira vez.E continuo caindo sempre. Você sempre soube que meu amor seria assim, um amor podre, um amor sujo, de um lunático psicopata, de um homem sem escrúpulos.Mas você fingiu aceitar que eu te amasse!Você pareceu aceitar, mulher! Não se aceita um amor a não ser que o queira correspondê-lo! Você aceitou!!ACEITOU!Ora, mas que piada! Aceitouo amor de um tresloucado cujo amor foi sintetizado para você e SOMENTE VOCÊ!Um amor que não serve para mais ninguém.E tanto amor não pode ser desperdiçado, mas eu sinto como se todo meu amor estivesse sendo desperdiçado, jogado numa latrina e alguém desse a descarga, para livrar-se da visão de algo tão horrível, porque meu amor não é bonito, meu amor é um retrato fiel do que eu sou!Você sabe disso! VOCÊ SABE!! EU TE AMO TANTO, Mariana, tanto que eu prefiro…eu prefiro…nem sei o que eu prefiro!Eu digo que prefiro que sejas feliz independete da minah felicidade, é o que realmente desejaria, mas meu egoísmo me toma e, por alguns momentos, quero ver-te sofrer de amores tanto quanto eu sofro por ti. Depois me arrependo de ter-te desejado tanto mal e quero sofrer mais por ter esses dúbios pensamentos, amor e ódio, AH COMO ODEIO TE AMAR E COMO AMO TE AMAR!Odeio odiar meu amor por ti…Mas aceito, sim ACEITO, o fato de não ter seu amor, mas quero apenas uma coisa, uma única e delicada coisa.Quero que você, minha amada, não recuse meu amor.Aceite-o como o único presente que posso dar-te em toda minha vida, aceite-o cmo se fosse o mais doce e singelo gesto, aceite-o e guarde entre suas coisas, com cuidado entre suas roupas, onde só você pode admirá-lo quando quiser e que dele você retire forças para superar qualquer dificuldade, que o meu amor seja o apoio que você precisa, a força para te segurar, o chão para te dar suporte, pois o meu amor é tudo, TUDO O QUE VOCÊ QUISER…e é todo, TODO, todinho seu, cada pedacinho do meu amor, cada detalhe minucioso, seu, seu e seu!E eu não paro de pensar em você. Você está em cada música, cada frase de livro, cada verso de poema, cada segundo passado, cada pensamento pensado.Fui marcado com a mais doce maldição, a de amar você! Mas você é minha bênção, meu ar, meu dia, minha noite, os alicerces do meu mundo, você é o meu mundom meu universo.Você é TUDO!TUDO!!Entende isso? Você É tudo e ESTÁ em tudo!Eu aguentaria tiros, facadas, torturas, mas não sei se seria capaz de aguentar sua recusa.Estou dando-me a você.Sou eu, inteiro, do cabelo à unha do pé!Sou eu, no mais profundo eu da minha alma, inteiro seu e você aí com esse ar de censura, com vergonha estampada em suas belas bochechas, sorrindo um osrriso tímido e sem graça esperando o momento certo para dizer que tudo o que sinto pode ser um engano, que eu devo estar me enganando, mas eu JURO que tentei que não fosse assim, forcei para não ser, mas eu sou fraco!Só agora, depois de um ano de sofrimento em murmúrios, eu gritei meu amor, gostaria de ouvir seus gritos.Grite comigo, Mariana!Grite que me ama!Está mais que óbvio que você não me ama, seu olhar evasivo, fugindo de encontrar-se com o meu olhar que anseia por você,que se alimenta da sua imagem…GRITE!!GRITE!!”
“EU NÃO TE AMO ASSIM!!!”
“Dói…”
“Eu sei…”
“Não, não sabe.Não faz a MÍNIMA IDÉIA DE COMO DÓI ESSE PEITO CUJO ÚNICO OBJETIVO É PULSAR POR VOCÊ!Ele fala teu nome sabia? Ele pulsa seu nome mais até do que pulsa meu sangue, por isso sou frio, porque troquei o vermelho do meu sangue pela claridão de Mariana.Agora vejo que não adiantou, não é? Vocênão me ama…”
“Você queria que eu mentisse para você?Que eu te enganasse?”
“Talvez!Talvez…A mentira repetida várias vezes torna-se verdade!”
“Mas não para nós dois…”
“E por que não?”
“Porque eu amo outro…”
“Outro…outro…esse outro te oferece todo esse amor?”
“Esse amor é doentio…”
“Te oferece?”
“Não.”
“Ele não te merece, e as vezes acho que te amo menos do que você merece ser amada…”
“Somos dois mal amados…”
“Você acabou de negar todo o meu amor por você!”
“Não foi isso que quis dizer…”
“Eu sei oq eu você quis dizer, mas entre nós dois, o mais mal amado sou eu, que amo demais a mal amada que despreza o amor, a mal amada que escolheu ser mal amada.”
“Sinto muito…”
“Você não tem culpa de nada, você não tem culpa de nada…eu podia ter escondido para sempre, engolido esse amor sufocante.”
“Não, você não aguentaria mais tempo, deu para perceber.Você fez bem…Desculpe, eu não posso retribuir…”
“Não se desculpe, a culpa é minha, eu podia controlar tudo, podia, eu SEI que eu podia!”
“Ninguém pode…Ninguém pode…”
E num abraço nada mais foi dito entre eles.O abraço dizia tudo.