“se é por falta de adeus pode ir embora desde já.”
lembro do que senti quando ouvi o primeiro verso da canção. lembro porque até hoje sinto o frio enorme que congela a espinha quando ela começa. porque nada mudou desde a primeira vez até agora. e nenhuma das vezes a sensação foi mais ou menos intensa. ela foi e é simples e completamente verdadeira. e eu me vi escutando aquilo e me senti escorrer pelo chão, evaporar e sumir no ar, me tornar pó, do pior tipo de pó, aquele que jamais segue adiante. pó ao vento que se espalha e nunca se une. e até hoje eu sinto que é impossível se recompor de algo assim.
na época eu também pensei que aquela era a pior coisa a ser ouvida, nada no mundo seria piorque aquilo, a dor e a humilhação jamais se superariam e nenhuma frase jamais conteria tamanho desprezo e tanta inocência maldosa quanto aquela.
obviamente eu estava errado.
hoje em dia eu sei muito bem – bem mais do que gostaria de saber, mas nunca o suficiente para saber demais – que não é bem assim e que há inúmeras coisas piores do que uma simples verdade : as verdades complicadas.
Julho 1, 2009 às 2:31 am
Temos a terrível mania de diminuir as dores passadas e só considerar mortífero o que de ruim nos acontece no momento presente.
somos uns bichos loucos.
Julho 1, 2009 às 2:46 am
acontece o mesmo comigo. acho que com todos né.
beijo, primo
Julho 1, 2009 às 4:37 am
cara…
verdade complicada ou simples fode tudo.
as vezes deixamos ela simples ou complicamos ela…
mas é foda…
porra…
esqueci o que ia falar, mas era algo do tipo que eu acho estranho a verdade nos libertar e nos foder ao mesmo tempo, saca?
pois além da verdade só resta o pó.
e como pode o pó seguir adiante?
Julho 8, 2009 às 5:43 pm
porra, é verdade. as verdades complicadas véi, são fodas demais =(